quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Apple defende decisão de retirar selo de sustentabilidade de seus produtos Novo MacBook Pro com tela Retina já não tem certificação da Ferramenta de Avaliação Ambiental para Produtos Eletrônicos

Apple defende decisão de retirar selo de sustentabilidade de seus produtos Novo MacBook Pro com tela Retina já não tem certificação da Ferramenta de Avaliação Ambiental para Produtos Eletrônicos

Estado de Minas
Publicação: 11/07/2012 10:53 Atualização: 11/07/2012 15:53

 (REUTERS/Robert Galbraith )

A Apple se pronunciou nesta terça-feira em defesa da decisão de retirar seus produtos do programa de classificação da Ferramenta de Avaliação Ambiental para Produtos Eletrônicos (Epeat, na sigla em inglês), observando que é preciso uma "abordagem abrangente" para tornar os produtos ambientalmente responsáveis.

A Apple, que se orgulhava de ser uma empresa de equipamentos verdes e recebia a certificação máxima do órgão desde 2007, solicitou a retirada do selo de todos os seus 39 computadores, monitores e laptops.

A alegação, segundo Robert Frissbee, presidente da Epeat, é de que a “direção do design” na empresa não era mais consistente com as exigências. “Eles eram parceiros importantes, e estamos decepcionados que não queiram mais seus produtos medidos por este padrão”, afirmou o dirigente ao Wall Street Journal.

Epeat
O objetivo da Ferramenta de Avaliação Ambiental para Produtos Eletrônicos é reduzir o impacto negativo da fabricação de eletrônicos, com regras relacionadas ao meio ambiente, envolvendo duração do produto, materiais tóxicos e facilidade em reciclar, por exemplo.

O novo MacBook Pro com tela Retina já não tem certificação Epeat, e especialistas indicam que um dos motivos é a dificuldade de desmontagem do produto para fins de reciclagem.

"A Apple tem uma abordagem abrangente para medir o impacto ambiental e todos os nossos produtos atendem aos mais rigorosos padrões de eficiência energética apoiados pelo governo dos EUA", disse Kristin Huguet, porta-voz da empresa. "Nós também divulgamos as emissões de gases referentes a cada item em nosso site, e a linha da Apple é superior em outras importantes áreas ambientais não mensuradas pela Epeat”, declarou.

No passado, a Apple foi uma das empresas que ajudou a desenvolver o padrão Epeat. Em seu site oficial, o órgão disse que a certificação é uma chance de mostrar e validar iniciativas verdes de design, produção mais limpa e serviços de apoio ao cliente. “Mas Epeat é mais do que simplesmente uma avaliação de produto - é também um esforço da comunidade para definir e manter as melhores práticas em sustentabilidade ambiental para a eletrônica”.

No comunicado, a Epeat disse ainda “lamentar que a Apple tenha deixado de registrar seus produtos”. “Esperamos que eles decidam fazê-lo novamente em algum momento no futuro”, conclui o órgão de certificação.

16 votos a favor e 4 obstruções » Comissão mista aprova texto-base da MP do Código Florestal Conforme novo texto, imóvel rural localizado em área de floresta da Amazônia Legal deverá ter até 80% de área conservada

16 votos a favor e 4 obstruções » Comissão mista aprova texto-base da MP do Código Florestal Conforme novo texto, imóvel rural localizado em área de floresta da Amazônia Legal deverá ter até 80% de área conservada

Agência Câmara
Publicação: 12/07/2012 16:54 Atualização:
A comissão mista que analisa a Medida Provisória 571/12, que complementa o novo Código Florestal (Lei 12.651/12), aprovou na tarde desta quinta-feira, por 16 votos a favor e 4 obstruções, o texto principal do senador Luiz Henrique (PMDB-SC). Os 343 destaques sobre a matéria deverão ser votados em agosto.

Em seu relatório, Luiz Henrique manteve a exigência de recuperação de 20 metros de mata ciliar nas médias propriedades, de 4 a 10 módulos fiscais. Os ruralistas queriam a redução dessa faixa para 15 metros, mas o relator concordou apenas que ela não poderá ocupar mais do que 25% da propriedade.


Com relação à Amazônia, o senador modificou, nesta quinta-feira, a parte do parecer que trata do limite para a soma da reserva legal e das APPs, a fim de não inviabilizar economicamente uma propriedade rural. Conforme o novo texto, o imóvel rural localizado em área de floresta da Amazônia Legal deverá ter até 80% de área conservada, somando reserva legal e APP. Nas demais situações, esse limite será de 50%, o que valerá inclusive para localidades da Amazônia Legal onde o bioma não seja Amazônia.

O primeiro relatório estabelecia limite de 80% no imóvel localizado na Amazônia Legal, simplesmente, e 50% nas demais regiões do País.

Projeto prevê clonagem de lobo-guará

Projeto prevê clonagem de lobo-guará

AFP - Agence France-Presse
Publicação: 14/11/2012 11:00 Atualização: 14/11/2012 11:05
 (REPRODUÇÃO/REDETV! )
Uma parceria da Embrapa Cerrados com o Jardim Zoológico de Brasília pretende realizar a primeira clonagem de um animal silvestre no País. Como parte do esforço de preservação de mamíferos do Cerrado, o lobo-guará surge como provável candidato a ser usado no experimento, que deve começar em janeiro.

A clonagem é o próximo passo de um projeto anterior entre as entidades. “Criamos um banco de germoplasmas (material genético) com células de animais mortos. Temos um material que acabaria se perdendo, desde roedores aos maiores”, diz o pesquisador Carlos Frederico Martins, da Embrapa Cerrados. “Ainda não está decidido qual animal será usado, mas temos avaliado espécies como o lobo-guará, que tem ocorrência no Cerrado. Também temos espécies como o cachorro-do-mato e a onça-pintada em nosso banco de células.”

Ele afirma que o projeto pretende transferir a experiência da Embrapa para o zoológico, que poderá desenvolver pesquisas próprias. “Inicialmente, coletamos células de animais do Cerrado mas estamos expandindo para outros biomas e até para espécies exóticas. A ideia é treinarmos os pesquisadores do zoológico para que eles produzam seus trabalhos na área.”

A técnica de transferência celular em mamíferos é dominada pela Embrapa desde o nascimento de Vitória, o primeiro clone bovino do País e da América Latina, há 11 anos. Desde então, mais de 150 bovinos foram clonados por pelo menos três laboratórios brasileiros.

“Nossa ideia neste projeto é usar o conhecimento que temos com base na clonagem de bovinos”, afirma Martins, que evita estipular um prazo para o nascimento do primeiro clone de mamífero silvestre. “Nos bovinos, apenas entre 5% a 7% dos embriões chegam ao final da gestação. Novamente, teremos de verificar as possibilidades dos embriões e de se transferi-los para os receptores.”

O pesquisador da Embrapa garante, porém, que há viabilidade e cita a clonagem do lobo-cinzento feita por pesquisadores sul-coreanos da Universidade Nacional de Seul, há cinco anos. Ele não descarta buscar auxílio técnico para complementar as experiências feitas no País. “O know-how que a gente tem dá para começar, mas com o andar do projeto podemos ter contato com o pessoal de lá para obter informações sobre as técnicas usadas.”

Martins lembra, no entanto, que a clonagem dos mamíferos silvestres ameaçados é um recurso pontual, que não deverá ser usado em larga escala. “A clonagem é apenas uma das tecnologias possíveis de serem utilizadas e serve apenas para o repositório do zoológico. O ideal é que sejam mantidas medidas como a preservação dos hábitats e a proteção desses animais.”

Cautela
A superintendente do zoológico, Juciara Pelles, espera que em três meses a documentação esteja pronta para dar início ao projeto. Ela diz que o zoológico aguarda a aprovação do departamento jurídico da Embrapa para que o contrato seja assinado. “Será um contrato de cooperação técnica, em que não será preciso autorização especial do ICMbio e do Ibama.”

À espera dos últimos ajustes, Pelles evita dar detalhes sobre quantos animais e quais outras espécies poderão ser clonadas, mas confirma que será usado o banco de germoplasmas já coletado. “As lâminas que foram feitas foram conservadas e serão aproveitadas”, completa.

domingo, 3 de junho de 2012

BELÍSSIMA, MUSICA.. Vento Ventania

BELÍSSIMA, MUSICA.




Terras-raras mais perto da realidade



Terras-raras mais perto da realidadeEstudos que vão indicar áreas promissoras no Brasil serão divulgadas até dezembro

Publicação: 03/06/2012 07:39 Atualização:

Os primeiros levantamentos oficiais sobre o potencial do subsolo brasileiro para disputar o valioso mercado mundial dos metais das terras-raras começam a chegar neste ano às mãos dos investidores. Dados aerogeofísicos e mapas que estão sendo preparados pelos técnicos da CPRM/Serviço Geológico do Brasil, empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, vão indicar áreas promissoras de ocorrência desse grupo de 17 elementos com aplicação nas indústrias de alta tecnologia. Até dezembro, serão disponibilizados os estudos da etapa inicial do projeto, orçado em R$ 4,5 milhões.

Depois da região amazônica, a CPRM, antiga Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, deu início aos levantamentos no estado, informou Roberto Ventura, diretor de Geologia e Recursos Minerais da empresa. “O Brasil pode participar com áreas promissoras no comércio internacional, mas muito ainda tem de ser feito nessa direção”, afirma. Também foram concluídos os levantamentos de mais de 1 mil amostras de concentrados de minerais coletadas no Quadrilátero Ferrífero – antiga província mineral da Região Central de Minas –, com ocorrências de ferro, manganês, ouro, gemas coradas e terras-raras em 170 municípios.

O potencial geológico será pesquisado em todo o país nos próximos dois anos e meio. Além do Norte do Amazonas, há indícios que já atraem empresas em Araxá e Tapira, no Alto Paranaíba, como a multinacional canadense MBac e a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). A Vale informou recentemente ter descoberto a substância em Patrocínio, na mesma região. Informações do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM) indicam que Minas detém 39 mil toneladas das 40 mil toneladas de reservas medidas no país, mas ainda não há efetiva exploração. 

No estado, pesquisadores avaliam amostras de sedimentos coletados desde os anos 60 e que podem ser processados para o estudo de terras-raras. O acervo está reunido na Litoteca da CPRM em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e programa está sendo financiado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Os estudos deverão acelerar iniciativas na área de terras-raras desenvolvidas pela iniciativa privada. A Salomão Empreendimentos Minerais é uma das empresas que busca parceiros. Segundo o dono do negócio, Rômulo Mansur, amostras superficiais estão sendo colhidas em uma extensão de áreas que chega a 28 mil hectares, contemplando 66 requerimentos minerários. Os documentos se estendem aos municípios de Vazante, no Noroeste de Minas; Belo Vale, Moeda e Jeceaba, na Região Central de Minas. “Pretendemos investir em terras-raras, mas o Brasil precisa definir incentivos nessa área”, diz Mansur.

Água mineral mais barata que a da torneira


Água mineral mais barata que a da torneiraCondições do clima e impostos deixam produto com preço até 60% mais alto que a mineral

Sílvio Ribas - Estado de Minas
Publicação: 03/06/2012 07:32 Atualização: 03/06/2012 07:37

A poluição, o crescimento urbano desordenado e as mudanças climáticas estão tornando a água doce do Brasil – recurso no qual o país é líder mundial – a protagonista de uma crescente contradição econômica. Especialistas, empresários e agentes de governo já temem o cenário de um apagão hídrico nas principais regiões metropolitanas até o fim desta década. Além da limitação na oferta, as projeções mostram também uma curiosa perspectiva, que está levando a produção da água bombeada para torneiras a patamar até 60% mais caro do que o das garrafas PET de água mineral. A discrepância vem à tona quando se ignora a classificação, pelo sistema tributário, da água mineral como minério e não como item básico de consumo.

Um dos temas na agenda da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável — a Rio+20 —, que será aberta na semana que vem no Rio de Janeiro, o encarecimento da água potável pressiona hoje o Estado a agilizar investimentos em infraestrutura de saneamento básico e estimula empresas a implementar programas de gestão racional do uso de recursos hídricos. Segundo Sérgio Ayrimoraes, coordenador de pesquisas da Agência Nacional de Águas (ANA), a diferença de valor entre as águas pública e privada decorre de diferentes fatores, sobretudo eventos climáticos extremos (cheias ou estiagem) e a dificuldade cada vez maior em se tratar água de rios, lagos e outras fontes.

A aparente contradição entre o fato de o Brasil ter a maior oferta mundial de água doce e figurar só em oitavo lugar entre os mercados consumidores de água mineral deve-se, por sua vez, ao regime tributário sobre o setor. A Constituição de 1988 deu nova denominação à água, de bem natural para mineral não metálico, levando a carga de impostos a sair da média mundial ainda vigente, de 6,8% sobre o valor cobrado do consumidor, para chegar aos atuais 44,5%. Quase metade do valor pago pelos engarrafados em diferentes formatos vem de tributos federais e estaduais (ICMS), além dos royalties. 

Essa disparada foi motivada  em 1992 também pela mudança da classificação fiscal da água, de alimento, ao lado de sucos e leites, para bebida, no grupo de refrigerantes e cervejas. “Essa alteração do Ministério da Fazenda levou o setor a recolher até o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) apesar de explorar recurso 100% natural. Na Europa, todos os impostos incidentes na água mineral somam 6% e há países, como o México, onde ela é totalmente isenta”, comenta Carlos Alberto Lancia, geólogo e presidente da Associação Brasileira de Indústria de Águas Minerais (Abinam).

Setor também quer isenção


A entidade pressiona parlamentares no Congresso para aprovar projeto de lei que zera a tributação sobre garrafões de 20 litros, sob o argumento de favorecer alternativa de abastecimento em núcleos urbanos sem acesso à água tratada ou onde serviços públicos são precários. Lancia ressalta que a saúde pública e a economia popular seriam beneficiadas com o estímulo do consumo via isenção tributária. “A rigorosa exigência legal de qualidade para as fontes minerais não se aplica à água de torneira”, resume.

Enquanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tolera a presença de bactérias em 5% das amostras das companhias de abastecimento para indicá-las como seguras ao consumo humano, as águas minerais têm de apresentar total ausência de micro-organismos. Outro ponto a favor dos garrafões seria o índice virtualmente zero de perdas na produção, ao contrário dos vazamentos e roubos das redes de abastecimento no país, que levam ao desperdício médio de 37% da água tratada, além de elevar os riscos de contaminação. “Enquanto o reuso de um garrafão de água mineral gasta dois litros na lavagem, a produção de um litro de refrigerante pode empregar até 30 litros de água comum”, acrescenta.

A oferta nacional vai muito além da simples e essencial hidratação, incluindo minerais que ajudam a digestão e fortalecem o organismo. Tais características têm chamado a atenção do setor, que na prática vende serviços e não produtos. É por essa razão que um garrafão de 20 litros, mesmo com impostos, custa em média R$ 7 na porta do consumidor. Na origem, seu custo é de R$ 1, o que dá R$ 0,05 por litro.

Descontados impostos, o equivalente a um galão de 19 litros de água tratada nas grandes metrópoles tende a ficar mais caro que o mineral, se forem considerados todos serviços envolvidos, chegando a R$ 11,20, ou R$ 0,55 o litro. Em 2050, essa diferença pode bater em 300%. Enquanto o garrafão é economicamente sustentável, a água de torneira não é, por envolver longa cadeia de produção, com represas, energia e produtos químicos.

Considerando a média de consumo diário de 150 litros por pessoa, para todos os usos, o sistema gasta mensalmente pelo menos R$ 9 por habitante para levar os 4,5 mil litros de água usados individualmente. Se forem consideradas perdas e investimentos em novas ligações, o valor pode subir para o dobro. “Precisaríamos investir R$ 22 bilhões apenas para proteger bacias e nascentes", comenta o presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos.

domingo, 20 de maio de 2012

Dilma se reúne com ministros no Alvorada para se posicionar sobre Código Florestal.VETA, DILMA.


VETA, DILMA.

Dilma se reúne com ministros no Alvorada para se posicionar sobre Código Florestal

Publicação: 20/05/2012 10:40 Atualização:
Os possíveis vetos ao novo texto do Código Florestal foi tema de reunião que presidenta Dilma Rousseff teve até por volta das 19h30 deste sábado (19) com vários ministros, no Palácio da Alvorada. Ao longo da semana, Dilma e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, já haviam se reunido três vezes para tratar do tema.

A presidenta Dilma tem até o dia 25 deste mês para sancionar ou vetar – parcial ou totalmente – o texto do novo Código Florestal, aprovado pela Câmara dos Deputados. O texto do Congresso Nacional chegou à Casa Civil no último dia 7.

Na reunião de ontem no Palácio da Alvorada estiveram presentes as ministras do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; da Comunicação Social, Helena Chagas; e os ministros Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário; Mendes Ribeiro, da Agricultura; e Luís Inácio Adams, da Advocacia-Geral da União.

O texto do novo Código Florestal aprovado pelos deputados desagradou ambientalistas e não era a versão que o Palácio do Planalto esperava aprovar. Durante a tramitação no Senado, o governo conseguiu chegar a um texto mais equilibrado, mas a bancada ruralista na Câmara alterou o projeto e voltou a incluir pontos controversos.

Entre os pontos polêmicos da nova redação da lei florestal está, por exemplo, a possibilidade de anistia a quem desmatou ilegalmente e a redução dos parâmetros de proteção de áreas de preservação permanente (APPs).

O veto presidencial pode ocorrer por razões políticas, quando o projeto ou parte dele é considerado contrário ao interesse nacional, ou por motivos jurídicos, quando o texto ou parte dele for inconstitucional. O veto é analisado pelo Congresso Nacional e pode ser derrubado se houver maioria absoluta no Senado e na Câmara.